Nos Tempos do Coronavírus

Aqui os pais encontram dicas para lidar com o recesso escolar.

Como falar da morte com as crianças?

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Por mais que queiramos poupar nossos filhos do sofrimento, há um momento em que não podemos fugir de falar do assunto morte. E esse momento se faz muito presente com a pandemia de coronavírus. 

As notícias repetidas na televisão e pelas redes sociais sobre os mortos da pandemia certamente levarão a muitos questionamentos pelos pequenos. Mesmo que não seja uma experiência pessoal, e esperamos que não, falar sobre a morte é algo que precisa ser enfrentado, desde que a criança manifeste interesse pelo assunto. 

As crianças já ouviram falar em morte. Ela está presente nas narrativas de histórias e filmes infantis, como em O Rei Leão (os pais de Simba morreram, lembra?) e Bambi (aqui foi a mãe dele que morreu). E no cotidiano: num mosquito que é morto na armadilha, ou numa flor que murcha no vaso. 

Crianças com menos de sete anos criam fantasias e fazem representações simbólicas. Dessa forma elas entendem a realidade e assimilam regras sociais. Então, para elas, usar metáforas como a de que a pessoa que morre vai para o céu e vira uma estrelinha podem funcionar bem. Mas, vale lembrar, a criança com menos de sete anos terá dificuldades para entender que a morte é irreversível. Como ela fantasia, pode achar que a morte possa ser desfeita.  

É comum também a criança responder com um por quê? quando se confrontar com notícia de mortes. E na atual conjuntura, fica até mais fácil explicar que foi o vírus que causou a morte e que por isso é preciso ficar em casa, para evitar contágio.

E a criança geralmente quer saber para onde vai a pessoa que morre. Aí entram as crenças pessoais. Se você não souber responder, seja sincero. Diga que não tem a resposta, mas vai procurar. Isto geralmente aquieta a criança.

Agora se a criança confrontar sua resposta com outra que ela possa ter ouvido, diga que o que ocorre depois da morte é um mistério, que ninguém sabe ao certo, mas que você acredita no que disse a ela. E que outras pessoas podem pensar diferente. Desde logo você acostuma sua criança a respeitar a diversidade de pensamentos e de crenças. 



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